UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 29 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: MAIRAIRA TELES LEÃO E SILVA
14/01/2015 21:37


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MAIRAIRA TELES LEÃO E SILVA
DATA: 29/01/2015
HORA: 14:00
LOCAL: Auditorio do CCBS/HU
TÍTULO: LEVANTAMENTO EPIDEMIOLÓGICO DA DOENÇA PERIODONTAL NOS TRABALHADORES RURAIS DO POLO CITRICULTOR DO ESTADO DE SERGIPE
PALAVRAS-CHAVES: Doença periodontal crônica; População rural; Fatores de risco.
PÁGINAS: 50
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Odontologia
RESUMO:

A citricultura brasileira apresenta números expressivos de produção representando importância econômica e social. Poucos são os estudos relativos a população citrícola que além dos fatores socioeconômicos e educacionais desfavoráveis, tem difícil acesso a saúde pública. As doenças periodontais são os agravos mais incidentes e recorrentes que acometem o sistema estomatognático em idade adulta, influenciando diretamente no elevado índice de absenteísmo no trabalho e na diminuição da qualidade de vida do trabalhador. A doença periodontal crônica (DPC) é uma doença infecciosa degenerativa, sendo a principal causa de perda dental em adultos. A distribuição da DPC não é uniforme nas populações devido a variações em diversos fatores de risco, assim o presente trabalho objetivou avaliar de forma transversal a distribuição da DPC em trabalhadores rurais de 35 a 60 anos, envolvidos na cultura da laranja de Lagarto e Salgado-SE. A coleta de dados foi feita pela aplicação de questionários, coleta de saliva não estimulada e exame clínico periodontal completo dos pacientes incluídos no estudo. O Kappa intraexaminador MTLS/ASB foi de 0,976; e Kappa interexaminador MTLS= 0,976 e ASB= 0,966 com p < 0,001. Os pacientes foram divididos em dois grupos, sendo GS- sem DPC ou doença leve e GD- com DPC moderada ou severa. Foi observado que dos 167 pacientes incluídos no estudo,17,4% foram do GS e 82,6% pertenceram ao GD. A média de idade foi de 48,21±18,90 anos para o GS e 44,58±10,81 anos para o GD (p= 0,402). O gênero masculino demonstrou diferença estatisticamente significante (DES) entre os grupos, com maior frequência no GD. Foi observado maior frequência da doença nas classes socioeconômicas menos favorecidas, porém sem atingir nível de significância. Quanto aos dados de questionário geral e odontológico observou-se que não houve DES entre os grupos. Os percentuais de sítios de PS tiveram DES entre GS e GD nas 3 faixas de medida: até 3 mm (p<0,001), entre 4 e 5 mm (p<0,001) e acima de 6 mm (p<0,001). Os percentuais de sítios com NIC tiveram DES entre GS e GD nas 3 faixas: até 2 mm (p<0,001), entre 3 e 4 mm (p<0,001) e acima de 5 mm (p<0,001). O percentual de dentes com mobilidade mostrou DES entre GS e GD (p=0,002), bem como faces com presença de placa (p<0,001) e sangramento marginal (p=0,002). A incidência de DPC moderada a severa excede a média reportada na literatura e pode ser explicada em parte pela população estar vulnerável a fatores de risco externos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1488964 - ADRIANO AUGUSTO MELO DE MENDONCA
Interno - 1545039 - BERNARDO FERREIRA BRASILEIRO
Externo ao Programa - 3317726 - GUILHERME DE OLIVEIRA MACEDO

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