UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: ANA JOVINA BARRETO BISPO
02/12/2014 21:15


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA JOVINA BARRETO BISPO
DATA: 17/12/2014
HORA: 14:00
LOCAL: sala 27 Centro de Pesquisas Biomédicas /HU
TÍTULO: Avaliação das alterações pulmonares na leishmaniose visceral humana.
PALAVRAS-CHAVES: Leishmaniose visceral, Pneumonite intersticial, Espirometria
PÁGINAS: 62
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

Introdução: A leishmaniose visceral (LV) é uma zoonose grave, de caráter espectral, com alta incidência mundial, cuja letalidade encontra-se em franco crescimento. Sua apresentação clínica varia de formas assintomáticas até o quadro clássico da doença, caracterizado pela presença de febre, esplenomegalia, anemia, hepatomegalia, astenia e tosse seca. O pulmão, assim como qualquer órgão do sistema retículo endotelial, pode estar envolvido. As principais alterações pulmonares descritas na LV referem-se a alterações histológicas e imunológicas, existindo um hiato envolvendo as características funcionais do pulmão. Objetivo: este estudo objetivou determinar a função pulmonar descrever a sintomatologia e a achados radiográficos pulmonar em pacientes portadores de LV. Métodos: foi feito um estudo observacional, transversal e descritivo com dados coletados prospectivamente. Fizeram parte do estudo pacientes com diagnóstico confirmado de LV de acordo com critérios do Ministério da Saúde. Foram excluídos tabagistas ativo ou passivo, pacientes com alguma doença pulmonar pré-existente ou co-morbidade que curse com alteração ou disfunção respiratória e portadores de contra-indicações para realização do teste de função pulmonar. Realizou-se avaliação clínico-epidemiológica, exame físico, radiografia de tórax em todos os pacientes do estudo e espirometria naqueles cuja idade e estado clínico permitiram. A radiografia de tórax foi analisada por dois radiologistas diferentes. Resultados: a amostra consistiu de 33 pacientes com predominância do sexo masculino (72,7%) e maioria procedente de Aracaju (42,2%). Metade dos pacientes possuía idade até 14 anos. A mediana de tempo decorrido entre o início dos sintomas e o internamento foi de 30 dias. A sintomatologia respiratória verificada foi tosse em 13 pacientes (39,4%), taquipnéia em quatro (12,1%), hemoptise em dois (6%). A radiografia de tórax foi considerada anormal em três (9%) pacientes pelo médico um e em quatro (12%) pelo médico dois. A espirometria foi realizada em 16 pacientes. A média dos valores VEF1, CVF, VEF1/CVF, FEF25-75% encontrada foi abaixo dos valores previstos para os pacientes. A freqüência de alterações espirométricas foi de 56,3%. Seis pacientes tiveram distúrbio ventilatório restritivo (37,5%), dois tiveram distúrbio misto (12,5%) e um distúrbio obstrutivo (6,3). Conclusões: a freqüência de sintomas respiratórios e de alterações espirométricas evidencia o comprometimento pulmonar na LV. A média dos valores medidos de CVF e do VEF1 foram significativamente menores em comparação a dos valores previstos. Isso demonstra que os indivíduos com LV podem apresentar alterações funcionais respiratórias. O distúrbio ventilatório predominante nos indivíduos estudados foi o restritivo. Tal distúrbio é verificado em doenças pulmonares intersticiais, o que condiz com a principal alteração pulmonar em pacientes com LV descrita nos estudos, a pneumonite intersticial.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 426722 - ANGELA MARIA DA SILVA
Externo à Instituição - JOSE BARRETO NETO
Interno - 285906 - ROQUE PACHECO DE ALMEIDA

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