UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: SILVAN SILVA DE ARAUJO
28/11/2014 12:15


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SILVAN SILVA DE ARAUJO
DATA: 12/12/2014
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de Video Conferencia da RENORBIO/UFS -DATA: 12/12/2014 -HORA: 14:00
TÍTULO: Caracterização Fitoquímica e Atividades Biológicas dos Extratos e do Óleo Essencial do Croton argyrophyllus Kunth (Euphorbiaceae)
PALAVRAS-CHAVES: Croton argyrophyllus, inflamação, antioxidante, terpenos, citotoxicidade.
PÁGINAS: 110
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
SUBÁREA: Análise Toxicológica
RESUMO:

O gênero Cróton é o segundo maior na família Euphorbiaceae, com espécies, espalhadas pelo mundo. O Brasil conta com a maior diversidade do gênero, com cerca de 300 espécies em vários ambientes, sobretudo, na Caatinga. A espécie Cróton argyrophyllus Kunth é conhecida popularmente na região de Xingó como sacatinga, onde é popularmente usada para o trato de inflamações, infecções bacterianas e dor. Os metabólitos secundários presentes nos extrato da entrecasca e no óleo essencial de suas folhas são oriundos de diversas classes funcionais de compostos, sobretudo, os terpenos. Estes, com efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes comprovados, embora com escassas informações acerca dos mecanismos moleculares. Portanto, faz-se necessária a avaliação do perfil fitoquímico e potencial farmacológico do extrato hidroetanólico (EHE), da fração clorofórmica (FCF) e do óleo essencial (OECA). Os procedimentos metodológicos para os ensaios adotaram modelos in vitro e in vivo. Para o perfil fitoquímico da planta utilizou-se métodos colorimétricos, o método de Folin-Ciocalteau, cromatografia líquida de alta eficiência e cromatografia gasosa. A FCF foi submetida a processos de cromatografia clássica, RMN e infravermelho com o objetivo de obtenção do composto isolado CA1 e sua elucidação. Na atividade antioxidante foi utilizado o método do radical DPPH. Foi avaliada a citotoxicidade do OECA pelo teste do MTT, frente a macrófagos J774 e células tumorais humanas, OVCAR-8, HCT-116 e SF-295. Os ensaios in vivo foram aprovados pelo CEPA/UFS sob registro Nº 19/11. Os dados foram tratados por ANOVA one-way (post hoc Tukey), quando conveniente. Em in vivo, o EHE, a FCF e o OECA foram avaliados nos testes de nocicepção induzida por formalina e na peritonite induzida por carragenina, em camundongos. Para confirmação dos prováveis efeitos biológicos nos ensaios in vivo, o composto majoritário do OECA e o composto isolado da FCF foram analisados in silico, com as técnicas de screening virtual (SwissTargetPrediction) e docking molecular (AutoDock 4.0) visando os alvos moleculares da via inflamatória. A prospecção fitoquímica detectou no EHE e na FCF, flavanonas, flavanonóis, flavonóis, tanninos, xantonas, fenólicos, esteróis e triterpenos. No HPLC, as bandas de absorção UV/VIS, e tempo de retenção (13 min e 15 min), o EHE (229 nm) e a FCF (227 nm) apresentaram perfis para presença de terpenos. Foi elucidado por RMN e infravermelho em CA1(FCF) o triterpeno ácido acetil aleuritólico (AAA). A CG/FID do OECA apresentou o composto majoritário biciclogermacreno (27,78%). Pelo teste do DPPH, encontrou-se IC50 (µg/ml) 243,8 ± 0,25; 98,7 ± 26,72; 13,07 ± 0,25, para EHE, FCF e OECA, respectivamente. Nos testes de citotoxicidade (MTT) diante de macrófagos J774, OVCAR-8 e SF295, o OECA apresentou IC50 (µg/ml) 32,11 ±1,01 (r2 = 0.99), 21,86 (CV = 19,29 a 24,77), 14,81 (CV=11,37 a 19,29), respectivamente. O EHE e a FCF, ambos apresentaram IC50 acima de 25,0 µg/ml para as células tumorais. Nos testes in vivo, o óleo foi mais efetivo na fase 1 do comportamento nociceptivo (redução de 43,38%) em relação ao controle, embora FCF (71,34%), EHE (59,54%) e OECA (57,08) foram igualmente eficientes na fase 2 (p>0,05). De forma idêntica, a migração leucocitária para a cavidade peritoneal, (45,41% e 45,58% e 41,38%, respectivamente), entre os grupos não apresentando diferenças estatísticas (p>0,05). No docking molecular, o AAA demonstrou afinidade com a enzima 5-lipoxigenase, verificada pela energia final intermolecular, ΔG = -30,75 kcal/mol, em detrimento de alvos moleculares como a COX-2 e a fosfolipase A2 (PLA2). Do OECA, o biciclogermacreno demonstrou afinidade pela COX-2, ΔG (kcal/mol) = -3,20 e pela PLA2 (ΔG=-2,02). Os resultados demonstram que a composição dos EHE, FCF e OECA apresentam potencial farmacológico, no aspecto anti-inflamatório, com destaque para a atividade antitumoral do OECA. Evidências que sustentam cientificamente a utilização popular para diversos males à saúde.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2335200 - CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
Externo ao Programa - 1070197 - CRISTIANE BANI CORREA
Interno - 1467719 - LUCINDO JOSE QUINTANS JUNIOR
Externo ao Programa - 2026761 - MARCUS VINICIUS DE ARAGAO BATISTA
Externo ao Programa - 2225863 - MURILO MARCHIORO
Interno - 2178474 - ROBERTO RODRIGUES DE SOUZA

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