UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 20 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: LUCIANA NALONE ANDRADE
26/11/2014 17:17


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUCIANA NALONE ANDRADE
DATA: 18/12/2014
HORA: 08:30
LOCAL: SALA DE VIDEO CONFERENCIA DE RENORBIO - 18 DE DEZEMBRO DE 2014 AS 08:30 DA MANHA
TÍTULO: Derivados de óleos essenciais: desenvolvimento de um candidato a fármaco antitumoral.
PALAVRAS-CHAVES: Câncer, óleos essenciais, monoterpenos, citotoxicidade, atividade antitumoral.
PÁGINAS: 160
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
SUBÁREA: Análise Toxicológica
RESUMO:

RESUMO

O câncer é uma doença de grande incidência, alta mortalidade e de difícil tratamento, havendo, portanto, um constante interesse social na procura por terapias mais eficientes. A maior parte dos fármacos antineoplásicos são derivados de produtos naturais, sendo assim, constituintes presentes nas plantas medicinais e nos óleos essenciais são possíveis candidatos a se tornarem drogas antitumorais, dentre seus constituintes os monoterpenos apresentam destaque. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade antitumoral de um conjunto de compostos estruturalmente relacionados derivados de óleos e eleger entre elas as que apresentaram maior grau de inibição de proliferação celular frente a linhagens de células cancerígenas. Sendo assim, a citotoxicidade in vitro foi inicialmente realizada frente a 3 linhagens de células tumorais humanas: adenocarcinoma ovariano (OVACAR-8), carcinoma de cólon (HCT-116) e glioblastoma (SF-295) através do ensaio do MTT in vitro. Os monoterpenos (+)-epóxi-limoneno, (-)-hidróxi-carvona (-)-(HC), perialdeído e álcool perílico apresentaram atividade citotóxica intermediária, já os isômeros de posição EP-1 e EP-2 foram mais citotóxicos com valores de CI50 variando entre 2,68 a 3,92 e 1,03 a 1,75 µg/mL, respectivamente. Diante desses resultados, foi avaliada a atividade antitumoral in vivo da (-)-HC, EP-1 e EP-2 utilizando camundongos Swiss transplantados com Sarcoma 180. Neste ensaio, os isômeros apresentaram atividade antitumoral nos tratamentos realizados pela via intraperitoneal (33,4 e 56,4%, com 100 e 200 mg/kg/dia, respectivamente) para o EP-1 e (38,4 e 58,7%, com 100 e 200 mg/kg/dia, respectivamente) para o EP-2. Já a (-)-HC não apresentou atividade antitumoral in vivo. Foram observadas algumas alterações nos parâmetros toxicológicos avaliados em animais tratados com EP-2: em relação à massa dos órgãos (fígado, baço e rins), houve um aumento na massa dos rins tanto na menor quanto na maior dose, nas análises bioquímicas (AST, ALT, ureia e creatinina), EP-1 reduziu os valores no doseamento da ureia e creatinina, enquanto EP-2 reduziu apenas ureia em ambas as doses. Não foi observada nenhuma alteração nos parâmetros toxicológicos relacionado à variação de massa corpórea avaliados em animais tratados com EP-1 e EP-2. O último parâmetro toxicológico avaliado foram as análises hematológicas em que ambos monoterpenos demonstraram redução no número de leucócitos totais e alterações na contagem diferencial; o fator positivo nesse resultado é que a redução não foi tão intensa quanto a apresentada pelo controle positivo 5-fluorouracil (5-FU), provocando possivelmente, uma menor susceptibilidade a infecções. Nenhuma das substâncias testadas induziu hemólise. O mecanismo de ação de EP-1 e EP-2 foram, então, estudados. A viabilidade de células HL-60 foi afetada por ambos os monoterpenos após um período de exposição de 24h, quando analisada por exclusão por azul de tripan. Tanto EP-1 quanto EP-2 reduziu o número de células viáveis associado com um aumento no número de células não viáveis, o que colabora com os achados da análise morfológica, onde foi observado um aumento do número de células mortas. A atividade citotóxica desses monoterpenos está relacionada provavelmente à morte por apoptose e por necrose, dado revelado pela incorporação do brometo de etídio/laranja de acridina nas células tratadas. Logo, diante dos resultados, podemos concluir que EP-2 foi mais bioativo que EP-1, mas ambos os monoterpenos apresentaram atividade antitumoral, através dos processos apoptótico e necrótico, com baixa toxicidade.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1893534 - ADRIANA ANDRADE CARVALHO
Interno - 2335200 - CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
Presidente - 1543823 - DAMIAO PERGENTINO DE SOUSA
Externo ao Programa - 2068856 - RENATA GRESPAN
Interno - 2178474 - ROBERTO RODRIGUES DE SOUZA

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