UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 20 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: JUCELIA BISPO DOS SANTOS
09/10/2014 08:52


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JUCELIA BISPO DOS SANTOS
DATA: 03/11/2014
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório da Pós-Graduação
TÍTULO: COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO PORTAL DO SERTÃO DA BAHIA: DIREITO, TERRITÓRIO E IDENTIDADE
PALAVRAS-CHAVES: quilombos, direito, identidade, território.
PÁGINAS: 260
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
SUBÁREA: Outras Sociologias Específicas
RESUMO:

Essa pesquisa analisa situações de reconhecimento de comunidades quilombolas no território do Portal do Sertão da Bahia a partir da efetivação do Artigo 68 do Constituição Federal e do Decreto nº 4887/2003, que reconhecem a identidade quilombola através do critério da autodeclaração. Depois da criação de novas políticas públicas para quilombolas, algumas comunidades negras do Portal do Sertão da Bahia buscaram o reconhecimento. Atualmente, existem oito comunidades quilombolas reconhecidas nessa região: Paus Altos e Gavião (Antônio Cardoso); Massaranduba, Tapera Melão, Olaria, Pedra Branca e Baixinha (Irará); Lagoa Grande (Feira de Santana); Bete II (São Gonçalo). A memória de quilombos foi estimulada a partir de 2008, visando à construção da autodeclaração da comunidade como quilombola. Foram criados grupos que se organizaram em torno das reuniões de associação de moradores e das pastorais católicas. Nesse momento, os artifícios da memória e dos discursos étnicos foram utilizados visando ao reconhecimento e, assim, articularam-se o governo local e os cidadãos da comunidade. Dessa forma, o discurso da etnia foi especificado como fonte de significado da identidade dentro de uma perspectiva de engajamento. Tais construções discursivas construíram novos códigos culturais a partir da matéria fornecida pela história e pelo engajamento político. Por meio do trabalho de campo realizado na comunidade de Olaria, Irará (BA), buscou-se abordar a releitura da experiência histórica de resistência pelas comunidades negras após a legislação estatal que conferir-lhes novos direitos. Desse modo, deu-se ênfase aos discursos que estão associados à concepção de saber/poder, que implicam na realização de novos projetos políticos. Na análise desses discursos é possível perceber manipulação de falas que relacionam às concepções de justiça, direitos e narrativa de memórias quilombolas.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2512859 - FRANK NILTON MARCON
Externo à Instituição - JANE FELIPE BELTRAO
Presidente - 1227719 - PAULO SERGIO DA COSTA NEVES
Interno - 1195417 - WILSON JOSE FERREIRA DE OLIVEIRA
Externo à Instituição - WILSON ROBERTO DE MATTOS

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