UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Outubro de 2020


Notícias

Banca de DEFESA: GABRIELLE MENDES LIMA
13/08/2014 21:05


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GABRIELLE MENDES LIMA
DATA: 29/08/2014
HORA: 08:30
LOCAL: sala 27 Centro de Pesquisas Biomédicas
TÍTULO: Desenvolvimento e avaliação da atividade cicatrizante de membranas de colágeno associado a mangaba
PALAVRAS-CHAVES: Colágeno; Mangaba; Cicatrização; Filmes.
PÁGINAS: 109
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
SUBÁREA: Clínica Médica
ESPECIALIDADE: Dermatologia
RESUMO:

A Hancornia speciosa Gomes (Apocyanaceae) é uma espécie de planta encontrada no Brasil e conhecida popularmente como mangabeira e seu fruto como mangaba. As folhas e o látex da sua casca possuem atividade anti-inflamatória, porém pouco se sabe na literatura a respeito das suas propriedades farmacológicas. Com base nessas informações, o objetivo do presente estudo foi investigar se a membrana obtida a partir do colágeno associado a mangaba poderia melhorar o processo de cicatrização de feridas. A membrana de colágeno associado à mangaba é um material promissor para o tratamento de feridas devido as suas características intrínsecas. O colágeno é um biomaterial utilizado no processo de cura de feridas devido a sua biocompatibilidade e segurança. Portanto, neste trabalho foi desenvolvida e caracterizada uma membrana de colágeno/mangaba. As membranas de colágeno/mangaba foram obtidas a partir da mistura física da dispersão de colágeno e mangaba após 48 h. As membranas foram caracterizadas pelas propriedades mecânicas, permeabilidade ao vapor de água, índice de intumescimento, microscopia eletrônica de varredura e análise térmica. Os resultados dos parâmetros mecânicos da membrana de colágeno/mangaba mostraram uma diminuição quando comparados com os parâmetros mecânicos e do índice de intumescimento quando comparado a membrana de colágeno; no entanto, apresentou um aumento da permeabilidade ao vapor de água em relação à membrana de colágeno. Na microscopia, a membrana de colágeno com mangaba mostrou uma estrutura compacta na seção transversal e uma morfologia irregular em sua superfície. A incorporação da mangaba alterou de maneira sutil o perfil de decomposição térmica da membrana indicando a interação entre o colágeno e a mangaba na mebrana de COLM. Para o ensaio biológico, após confecção das feridas cirúrgicas, os ratos foram divididos em três grupos (n=6/grupo) de acordo com a membrana utilizada: COL – feridas cobertas com membrana de colágeno puro; COLM – feridas cobertas com membrana de colágeno/mangaba; e CTR – feridas sem cobertura (controle). Os animais foram eutanasiados em 3, 7, 14 e 21 dias e as feridas analisadas macroscopicamente e microscopicamente. No ensaio biológico, COLM não promoveu aumento do índice de retração clínica das feridas; em contrapartida, este grupo promoveu desenvolvimento precoce do tecido de granulação e diminuição do processo inflamatório analisado através do ensaio de hematoxilina-eosina, bem como uma melhor organização da deposição de colágeno avaliada através da técnica de picrossírius. O mastócito conjuntivo foi o mais proeminente em todos os grupos experimentais no sétimo dia. Sugere-se que a incorporação da mangaba em membranas de colágeno propiciou melhorias ao processo de reparo cicatricial por segunda intenção em ratos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2445308 - ADRIANO ANTUNES DE SOUZA ARAUJO
Externo à Instituição - ANA CRISTINA NOVELINO PENNA FRANCO
Externo ao Programa - 1960776 - DEBORA DOS SANTOS TAVARES
Externo à Instituição - MARGARETE ZANARDO GOMES
Presidente - 1547944 - SARA MARIA THOMAZZI

SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação/UFS | Telefonista/UFS (79)3194-6600 | Copyright © 2009-2020 - UFRN v3.5.16 -r12646-2c874e3307