UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 26 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: CAMILO ANTÔNIO SANTA BÁRBARA JÚNIOR
12/08/2014 11:38


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CAMILO ANTÔNIO SANTA BÁRBARA JÚNIOR
DATA: 29/08/2014
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório da Pós-Graduação - Didática2
TÍTULO: A GRANDE TRANSFORMAÇÃO: A FORMAÇÃO DA ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO (1958-1984)
PALAVRAS-CHAVES: Secularização, estrutura de plausibilidade, secularização subjetiva, seminário, catolicismo.
PÁGINAS: 257
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
SUBÁREA: Outras Sociologias Específicas
RESUMO:

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Esta tese trata das transformações na formação sacerdotal da Arquidiocese de São Paulo entre os anos de 1958 e 1984, concentrando-se nas seguintes dimensões: regime de funcionamento, regime disciplinar, práticas espirituais e formação intelectual. Embora as mudanças sejam da natureza das instituições sociais, esse período foi caracterizado por mudanças bastante intensas na formação sacerdotal no sentido de uma crescente secularização das práticas e do discurso religiosos. Esta tese, baseando-se no instrumental teórico desenvolvido pelo sociólogo Peter Berger, analisa as correlações entre a modernização da sociedade paulistana, com o seu conseqüente processo de secularização objetivo e subjetivo, e as mudanças ocorridas no seio da formação sacerdotal arquidiocesana. Dessa forma, à medida que o Brasil e a cidade de São Paulo – centro avançado da modernização brasileira – foram introduzidos na espiral do rápido processo de secularização, a formação tradicional católica tornou-se disfuncional aos interesses do catolicismo. Afinal, a cada forma de organização social correspondeu certo tipo de sacerdote católico, cuja função foi conservar ou aumentar a estrutura de dominação do catolicismo. Para isso, foi preciso fortalecer a sua estrutura de plausibilidade, isto é, a base social que torna um discurso relevante socialmente. Dentro do contexto do regime militar e da abertura da Igreja Católica ao mundo, com a política eclesiástica do Concílio Vaticano II, d. Paulo Arns resolveu inserir a arquidiocese nas lutas pelos direitos humanos e na crítica do modelo de desenvolvimento brasileiro. Dessa forma, optou pela inserção do catolicismo arquidiocesano no âmbito dos interesses e realidades seculares, tendo em vista que a clientela religiosa secularizada da cidade de São Paulo tem as questões seculares no centro de seus interesses. Para isso, teve de operar uma reordenação da pastoral arquidiocesana, inclusive, da formação sacerdotal, a fim de adequá-la a nova práxis pastoral. Esse processo de secularização da consciência religiosa conduziu ao fim da atividade formativa no seminário e à reforma da faculdade de teologia de acordo com os cânones do pensamento secular. Por isso, surgiu uma nova modalidade de formação sacerdotal e um novo discurso religioso secularizado que a legitimava: a teologia da libertação.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1837201 - ADILSON ALCIOMAR KOSLOWSKI
Presidente - 1655779 - ANTON PETER MULLER
Interno - 327767 - FRANZ JOSEF BRUSEKE
Externo à Instituição - GIANCARLO PETRINI
Interno - 1195417 - WILSON JOSE FERREIRA DE OLIVEIRA

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