UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: GABRIELLE MENDES LIMA
07/07/2014 09:41


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GABRIELLE MENDES LIMA
DATA: 23/07/2014
HORA: 09:00
LOCAL: Campus da Saude
TÍTULO: Avaliação da atividade cicatrizante de filmes de colágeno associado a macromoléculas de mangaba
PALAVRAS-CHAVES: Colágeno; Mangaba; Cicatrização; Filmes.
PÁGINAS: 136
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
SUBÁREA: Clínica Médica
ESPECIALIDADE: Dermatologia
RESUMO:

Os filmes compostos de colágeno associado à mangaba é um material promissor para o tratamento de feridas devido as suas características intrínsecas. O colágeno é um biomaterial utilizado no processo de cura de feridas devido a sua biocompatibilidade e segurança. A mangaba é uma fruta usada pela população que contém componentes com atividade anti-inflamatória. Com base nessas informações, hipotetizamos que o filme obtido a partir do colágeno associado a macromoléculas de mangaba poderia melhorar o processo de cicatrização de feridas. Portanto, neste trabalho foi desenvolvido e caracterizado um filme de colágeno/mangaba. Os filmes de colágeno/mangaba foram obtidos a partir da mistura física da dispersão de colágeno e mangaba após 48 h. Os filmes foram caracterizados pelas propriedades mecânicas, permeabilidade ao vapor de água, índice de intumescimento, microscopia eletrônica de varredura, análise térmica e espectroscopia de infravermelho. Os resultados do filme de colágeno/mangaba mostraram uma diminuição nos parâmetros mecânicos e no índice de intumescimento quando comparado ao filme de colágeno; no entanto, apresentou um aumento da permeabilidade ao vapor de água em relação ao filme de colágeno. Na microscopia, o filme de colágeno com mangaba mostrou uma estrutura amorfa nas seções e uma morfologia irregular na superfície filme. A incorporação de macromoléculas de mangaba não alterou o perfil de decomposição térmica do filme e as bandas analisadas através do FTIR indicaram a interação entre o colágeno e as macromoléculas de mangaba no filme de COLM. Para o ensaio biológico, após confecção das feridas cirúrgicas, os ratos foram divididos em três grupos (n=6/grupo) de acordo com a membrana utilizada: COL – feridas cobertas com filme de colágeno puro; COLM – feridas cobertas com filme de colágeno/mangaba; e CTR – feridas sem cobertura (controle). Os animais foram eutanasiados em 3, 7, 14 e 21 dias e as feridas analisadas macroscopicamente e microscopicamente. No ensaio biológico, COLM não promoveu aumento do índice de retração clínica das feridas; em contrapartida, este grupo promoveu desenvolvimento precoce do tecido de granulação e formação de apêndices cutâneos, bem como uma melhor organização da deposição de colágeno. O mastócito conjuntivo foi o mais proeminente em todos os grupos experimentais no sétimo dia. Sugere-se que a incorporação da mangaba em membranas de colágeno propiciou melhorias ao processo de reparo cicatricial por segunda intenção em ratos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2445308 - ADRIANO ANTUNES DE SOUZA ARAUJO
Interno - 1698148 - ENILTON APARECIDO CAMARGO
Externo à Instituição - MARGARETE ZANARDO GOMES

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