UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: WILLIAM GIOVANNI PANFIGLIO SOARES
08/05/2014 09:26


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: WILLIAM GIOVANNI PANFIGLIO SOARES
DATA: 23/05/2014
HORA: 13:00
LOCAL: sala 26 Centro de Pesquisas Biomédicas
TÍTULO: Alto risco de aterosclerose em homens com câncer de próstata em tratamento antiandrogênico
PALAVRAS-CHAVES: antagonistas de androgênios; aterosclerose; doenças das artérias carótidas; neoplasias da próstata; ultrassonografia doppler.
PÁGINAS: 50
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

Introdução: O câncer de próstata é a neoplasia maligna mais comum no homem brasileiro e o tratamento antiandrogênico (TAA) é frequentemente utilizado no seu tratamento. No entanto, seu uso está relacionado a uma série de efeitos adversos, de mecanismos não totalmente entendidos como o aumento da incidência de obesidade, resistência à insulina, diabetes mellitus, dislipidemia e doenças cardiovasculares. Muitos desses efeitos colaterais guardam relação bem estabelecida com o processo de aterosclerose. Objetivos:Analisar a espessura íntima-média carotídea em pacientes portadores de câncer de próstata, verificar a presença de placas nas artérias carótidas, relacionar a presença de placas carotídea à duração do TAA e aos fatores de risco de doença cardiovascular. Casuística e método: Estudo transversal envolvendo 65 homens com diagnóstico de câncer de próstata em tratamento com TAA, cirúrgico ou medicamentoso, há pelo menos três meses, no período de junho a novembro de 2013.Os pacientes foram pareados por idade, comorbidades, tipo de tratamento, duração e estágio da neoplasia. Considerou-se espessamento da íntima-média carotídea acima de 1,5 mm como placa. Resultados: Setenta pacientes foram entrevistados, porém cinco foram excluídos por desistência. A média da idade foi de 73,9 (±9,4) anos, 34% recebiam também bloqueio androgênico total (periférico associado ao bloqueio central) e os pacientes encontravam-se em média há 34,8 ± 31,5 meses sob TAA. O LDL-c, o HDL-c e os triglicerídeos apresentavam valores fora da normalidade em 26%, 65% e 48% dos pacientes, respectivamente. Trinta e nove (60%) pacientes apresentavam placas carotídeas. A espessura média da íntima-média carotídea nos pacientes sem placas foi de 1,24 mm ±0,18. Foi encontrada significância estatística, quanto à presença ou ausência de espessamento médio-intimal com relação à idade, à pressão arterial diastólica e ao IMC, com p=0,002; p=0,015 e p=0,007, respectivamente. Quanto aos exames laboratoriais, houve significância estatística entre a presença ou ausência de aterosclerose e os valores encontrados na análise sérica de SHBG e PCR quantitativa, com p=0,033 e p=0,011, respectivamente. Os pacientes em uso de bloqueio hormonal completo (central e periférico associados) apresentavam significativamente maior risco para placas carotídeas que os pacientes em bloqueio central exclusivo (p=0,01). Conclusão:Dentre os 65 homens analisados a espessura média da íntima-média carotídea nos pacientes sem placas foi de 1,24 mm ±0,18. Foi observada presença de placas nas artérias carótidas de 60% da amostra, porém não foi encontrada significância estatística entre a presença de placas carotídeas e a duração do tratamento antiandrogênico. Por outro lado encontrou-se relação significativa entre o espessamento da íntima-média e a PCR. Almejam-se estudos que selecionem precisamente o grupo de pacientes com maiores benefício e menores riscos quanto ao TAA.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 426411 - MANUEL HERMINIO DE AGUIAR OLIVEIRA
Interno - 1695058 - MARCO ANTONIO PRADO NUNES
Externo ao Programa - 2031096 - MARINA DE PADUA NOGUEIRA MENEZES

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