UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: MARCOS ANTONIO ALMEIDA SANTOS
08/05/2014 09:19


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARCOS ANTONIO ALMEIDA SANTOS
DATA: 23/05/2014
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do Hospital São Lucas
TÍTULO: MODULAÇÃO AUTONÔMICA E VARIABILIDADE DE FREQUÊNCIA CARDÍACA EM ADULTOS E IDOSOS MEDIANTE ELETROCARDIOGRAFIA AMBULATORIAL.
PALAVRAS-CHAVES: Eletrocardiografia ambulatorial; Frequência cardíaca; Sistema nervoso autônomo; Saúde do idoso
PÁGINAS: 166
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

Fundamento: Um grande obstáculo na investigação de enfermidades cardiovasculares geriátricas reside em estabelecer padrões de normalidade durante a senescência. Discute-se muito, portanto, acerca dos valores de referência nesse grupo populacional. Há escassez de pesquisas acerca dos padrões de Frequência Cardíaca Média (FCM), Variabilidade de Frequência Cardíaca (VFC) e regulação autonômica durante o processo de envelhecimento. Objetivos: Identificar padrões de distribuição de FCM e VFC no domínio do tempo, mediante Holter ambulatorial de 24 horas, em adultos e idosos funcional e cognitivamente ativos. A VFC foi interpretada em termos de modulação autonômica global (MAG) via SDNN, SDANN e SDNNIDX, e fluxo parassimpático (FP) via rMSSD e pNN50, Métodos: Avaliou-se o impacto da idade, gênero, índice de massa corporal (IMC) e três comorbidades: hipertensão arterial sistêmica (HAS), dislipidemia e diabetes mellitus não insulinodependente (DMNID). Estudo transversal, com coleta de dados prospectiva e consecutiva, e estratégia de arrolamento “all comers”. Resultados: A amostra de 1743 indivíduos, com idade variando entre 40 e 100 anos, foi dividida em cinco grupos etários: 40 – 49; 50 – 59; 60 – 69; 70 – 79; ≥ 80 anos. Regressão linear, modelo linear generalizado e diversas formas análises de variância foram empregados na avaliação estatística. A FCM apresentou decréscimo com a idade (p< 0,001) e a FCM de mulheres foi mais elevada em todos os estratos etários (p< 0,001). Não obstante a significância estatística, a relevância, mensurada pelos coeficientes e d de Cohen (0,31), é de pequena monta. O IMC e as comorbidades não se associaram aos valores de FCM. Quanto à VFC, ocorreu redução linear da SDNN, SDANN e SDNNIDX com a idade (p<0,001), principalmente em mulheres (p<0,001), e curva em U para o rMSSD e pNN50, com decréscimo até a sexta década e incremento em diante. DMNID se associou a redução de todos os parâmetros de VFC (p<0,001). Dislipidemia e HAS não apresentaram valores significativos. O IMC esteve associado a menor MAG. Conclusão: A FCM decresceu com a idade em ambos os gêneros, apresentando valores menores no gênero masculino em todas as faixas etárias. A diferença, embora estatisticamente significativa, é de pequena magnitude. HAS, dislipidemia e DMNID não influenciaram significativamente nos padrões de FCM. Os achados de VFC apontam para redução da MAG com a idade. O fluxo parassimpático reduziu até a sexta década, passando então a aumentar com o avanço posterior de idade (padrão em U). O gênero feminino apresentou menor MAG e maior FP. Houve associação entre DMNID e menores valores de MAG e FP. Dislipidemia e HAS não tiveram associação com parâmetros de VFC. Considerando que a MAG diminuiu com a idade (ao contrário do padrão em U para o FP), os achados sugerem que isso se deva a elevação progressiva do balanço autonômico a favor do simpático durante o processo de envelhecimento. Uma maior FCM em mulheres, aliada a menores valores de fluxo global, também sugerem predomínio do fluxo simpático nesse gênero.



MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 426692 - ANTONIO CARLOS SOBRAL SOUSA
Interno - 1243900 - JOSE AUGUSTO SOARES BARRETO FILHO
Interno - 2380197 - JOSELINA LUZIA MENEZES OLIVEIRA
Externo à Instituição - FRANCISCO PRADO REIS
Externo à Instituição - JOSÉ ANTONIO MARIN-NETO

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