UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 31 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: KILDANE MARIA ALMEIDA GUEDES
22/04/2014 11:09


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: KILDANE MARIA ALMEIDA GUEDES
DATA: 16/05/2014
HORA: 08:00
LOCAL: sala 27 Centro de pesquisas biomédicas
TÍTULO: Associação entre nascimento prematuro e alterações do sistema estomatognático aos cinco anos
PALAVRAS-CHAVES: hipoplasia do esmalte; dentição decídua; prematuridade; palato; má oclusão.
PÁGINAS: 69
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

Dada à elevada frequência de alterações do sistema estomatognático associadas ao nascimento prematuro pode-se inferir que a prematuridade é um importante fator de risco no desenvolvimento deste sistema. Ocorre numa incidência entre 6 a 11 % dos nascimentos e está associada a fatores como: genéticos, condições maternas (problemas obstétricos, estado nutricional, infecções) e cuidados pré-natais. Adicionalmente, situações não desejáveis como alterações no esmalte dentário e do desenvolvimento da estrutura esquelética também podem estar associados à prematuridade, o que não está totalmente estabelecido na literatura. Esse estudo teve como objetivo avaliar a associação do nascer prematuro com alterações no sistema estomatognático aos cinco anos de idade em uma coorte de nascidos vivos de 2005, em Aracaju/SE. Estimou-se a prevalência de alterações do desenvolvimento do sistema estomatognático na dentição decídua de 413 pré-escolares aos cinco anos de idade. Foram avaliadas as alterações de crianças nascidas prematuras (n=32) comparadas com as nascidas a termo (n=381). Foram realizados exames clínicos e aplicado questionário com informações sociodemográficas e de saúde das mães e das crianças. Idade gestacional, peso ao nascimento, perímetro cefálico, Apgar e ventilação mecânica foram coletados de registros do prontuário médico ao nascimento. A variável explanatória foi prematuridade (< 37 semanas de idade gestacional), fatores de confusão como: escolaridade da mãe, etilismo, saúde da mãe durante a gravidez e da criança ao nascer, foram controlados. Foi encontrada prevalência de 7,7% de prematuros. Destes, 40,6% apresentavam atresia de palato, 56,2% má oclusão e 21,8% hipoplasia do esmalte e tinham um índice de ataque de cárie de 3,03. Quarenta (9,6%) das crianças não foram amamentadas no seio e 26 (65,0%) apresentaram algum tipo de má oclusão demonstrando associação entre a ausência de amamentação no seio e alteração no desenvolvimento do sistema estomatognático. Foi evidenciado que 5,0% das crianças tinham perímetro cefálico fora dos limites da normalidade. O grupo de recém-nascidos prematuros apresentou cinco vezes mais alterações do perímetro cefálico e três vezes mais necessidades de ventilação mecânica ao nascer. Alteração do perímetro cefálico e ventilação mecânica ao nascer tem associação significativa entre os grupos de nascidos pretermo e a termo. Conclui-se que alterações do perímetro cefálico, em especial no grupo de prematuros, relacionam-se a risco maior de má oclusão dentária. Ventilação mecânica ao nascer contribuiu diretamente para um maior risco de alterações do desenvolvimento do sistema estomatognático em prematuros, principalmente a hipoplasia dental. Crianças não amamentadas tiveram maior risco de desenvolvimento de má oclusão. Os resultados sugerem que a prematuridade, associada ou não a outros fatores de risco, influencia no desenvolvimento do sistema estomatognático e apontam para a necessidade imperativa da utilização de métodos de abordagem preventiva aos nascidos prematuros.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1050204 - ALZIRA MARIA D AVILA NERY GUIMARAES
Externo ao Programa - 1819075 - ANDREA MONTEIRO CORREIA MEDEIROS
Externo à Instituição - CRISTIANE COSTA DA CUNHA OLIVEIRA
Externo ao Programa - 3295741 - ELEONORA RAMOS DE OLIVEIRA RIBEIRO
Presidente - 426673 - RICARDO QUEIROZ GURGEL

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