UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: LAVINIA TEIXEIRA DE AGUIAR MACHADO LACERDA
22/04/2014 10:21


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LAVINIA TEIXEIRA DE AGUIAR MACHADO LACERDA
DATA: 14/05/2014
HORA: 09:00
LOCAL: sala 27 Centro de pesquisas biomédicas
TÍTULO: MÉTODO FELDENKRAIS NA ESTABILIDADE POSTURAL E EQUILÍBRIO NA DOENÇA DE PARKINSON
PALAVRAS-CHAVES: ddoença de Parkinson; equilíbrio postural;; modalidades de fisioterapia; qualidade de vida.
PÁGINAS: 161
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fisioterapia e Terapia Ocupacional
RESUMO:

Contextualização: A doença de Parkinson (DP) é descrita como uma doença neurodegenerativa progressiva relacionada à idade, sendo caracterizada por distúrbio no neurotransmissor dopamina. Como consequência, a neurodegeneração gera disfunções motoras nos pacientes com DP, como tremor de repouso, acinesia, bradicinesia, rigidez e instabilidade postural, além de sintomas não motores, como depressão, demência, dor. O método Feldenkrais contribui para a interação de diversos sistemas responsáveis pela ação motriz, além de envolver o arcabouço das interconexões emocionais.

Objetivos: O estudo teve, como objetivo geral, investigar o efeito de um programa de exercícios baseados no método Feldenkrais na DP, e, os objetivos específicos foram: (1) comparar pacientes com DP e sujeitos saudáveis quanto a funcionalidade na estabilidade postural e equilíbrio em pé e durante a marcha; (2) comparar pacientes com DP e indivíduos saudáveis em relação àoscilação postural anteroposterior e latero-lateral e área de influência de centro de pressão corporal, com e sem informação visual; (3) investigar os efeitos de exercícios baseados no método Feldenkrais na funcionalidade motora de pacientes com DP; (4) avaliar a influência da oscilação corporal estática mediante o uso do método Feldenkrais em pacientes com DP; e (5) analisar a influência do método Feldenkrais na qualidade de vida, no nível de depressão e no estado mental de pacientes com DP.

Métodos: (1)O estudo observacional foi realizado com 34 participantes, divididos em dois grupos: Parkinson, composto por 17 pacientes com DP idiopática, e Controle, composto por 17 participantes hígidos, sem alterações musculoesqueléticas. Equilíbrio postural, força muscular, mobilidade e velocidade da marcha foram avaliados nos dois grupos usando os seguintes testes funcionais: figura 8, TimedUpand Go, sentar/levantar, rolamento, 360 graus, alcance, escala de equilíbrio de Berg, força de flexão do quadril. (2) O estudo observacional foi realizado com 32 participantes, divididos em dois grupos: Parkinson, composto por 17 pacientes com DP idiopática, e Controle, composto por 15 participantes hígidos, sem alterações musculoesqueléticas. A estabilidade postural estática foi verificada mediante avaliação estabilométrica sobre uma plataforma de força, para as seguintes análises, com os olhos abertos e fechados: centro de pressão da área de oscilação corporal (COP), oscilação anteroposterior (COPy) e oscilação laterolateral (COPx). (3) O ensaio clínico foi composto por pacientes com DP idiopática, divididos em dois grupos: Feldenkrais (n=15) e Controle (n=15). O grupo Feldenkrais recebeu 50 sessões de um programa de exercícios baseados no método Feldenkrais. O grupo controle recebeu palestras educativas durante o mesmo período. UnifiedParkinson’sDisease Rate Scale (UPDRS – sessão III), mini exame do estado mental (Mini-mental StateEvaluation-MMSE), escalaHoehn&Yahr, testes funcionais (figura 8, timedupand go, rolamento, 360 graus, alcance, sentar/levantar, escala de equilíbrio de Berg, força de flexão do quadril) foram aplicados antes e após as 50 sessões para avaliação funcional nos dois grupos. Os procedimentos referentes às avaliações e às sessões dos exercícios de Feldenkrais foram aplicados em sala apropriada, no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe, duas vezes por semana, em dias alternados, com duração de 60 minutos. (4) O ensaio clínico foi composto por 30 pacientes com DP idiopática, divididos em dois grupos: Feldenkrais (n=15) e Controle (n=15). Foi aplicado o mesmo protocolo de exercícios baseados no método Feldenkrais. E o grupo controle recebeu as mesmas palestras educativas durante o mesmo período. Avaliaçãoposturográfica, de olhosabertos e fechados (centro de pressão da área de oscilação corporal (COP), oscilação anteroposterior (COPy) e oscilação laterolateral (COPx)) foram aplicados antes e após as 50 sessões, nos dois grupos. (5) O ensaio clínico foi composto por pacientes com DP idiopática, divididos em dois grupos: Feldenkrais (n=15) e Controle (n=15). Foi aplicado o mesmo protocolo dos estudos (3) e (4), questionário de qualidade de vida do paciente com doença de Parkinson (PDQL – Parkinson’sDiseaseQualityof Life) e o índice de depressão de Beck foram aplicados antes e após as 50 sessões, nos dois grupos.

Resultados: (1)A idade nos grupos Parkinson e Controle foram, respectivamente: 64,11±10,70 e 60,47±8,53 anos (p=0,42), não houve diferença significativa entre os grupos em relação aos dados sociodemográficos. O grupo controle obteve menor tempo na execução dos testes funcionais: figura 8 (p=0,0003), timedupand go (0,0001), rolamento (p=0,0002), alcance (p=0,02), escala de equilíbrio de Berg (p=0,0001). (2)Na avaliação da oscilação corporal, os pacientes com DP apresentaram maior oscilação quando comparados com os controles hígidos (p≤0,05).(3)No ensaioclínicorandomizado, também não houve diferença significativa em relação aos dados sociodemográficos, UPDRS, sessão III, MMSE e índice de depressão de Beck. O grupo tratado por meio do método Feldenkrais, após as 50 sessões, realizou em menor tempo nosseguintes testes funcionais após as 50 sessões: figura 8 (p=0,001), timedupand go (p=0,003), sentar/levantar (p=0,0002), 360 graus (p=0,001), rolamento (p=0,0001); maior força de flexão do quadril (p=0,05); e quandocomparado com o grupocontrole, após as 50 sessões: menor tempo na realização dos testes figura 8 (p=0,001), TimedUpand Go (p=0,0006), sentar/levantar (p=0,04), 360 graus (p=0,05), rolamento (p=0,001); maior força de flexão do quadril (p=0,002). O grupocontrole executou em maior tempo, após o período das 50 sessões, osseguintes testes funcionais: sentar/levantar (p=0,02), 360 graus (p=0,01) e rolamento (p=0,01). Osresultados da escala de equilíbrio de Berg mostrarammelhoresresultadosno grupo Feldenkrais após o período de tratamento (p=0,004), e quandocomparadocom o grupocontrole (p=0,01). (4)Emrelação à oscilação corporal, o grupo Feldenkrais, após as 50 sessões, reduziu as seguintesoscilações:COP (p=0,01), COPy (p=0,03) com osolhosabertos, e COP (p=0,01), COPx (p=0,02), andCOPy (p=0,03) com osolhosfechados, e quandocomparados com o grupocontrole, o grupo Feldenkrais reduziuosseguintesparâmetros: COP (p=0,0009), COPx (p=0,0009), COPy (p=0,003) com osolhosabertos, e COP (p=0,001) e COPx (p=0,002), com osolhosfechados. O grupocontrole, após o período das 50 sessões, aumentouosvalores de COPx (p=0,002). (5)Emrelação à qualidade de vida, o grupo Feldenkrais, após as 50 sessões, mostroumelhoranaqualidade de vidaquandocomparadoaogrupocontrole (p=0,004), assimcomo a redução dos níveis de depressão (p=0,05).

Conclusões: Os resultados deste estudo confirmam que o equilíbrio debilitado e a perda da mobilidade são uma das principais consequências da DP. Os dados podem esclarecer a maior probabilidade de desequilíbrios e quedas nestes pacientes e, provavelmente, a informação visual interfere na oscilação corporal de pacientes com DP. Programa de exercícios baseados no método Feldenkrais pode ser fundamental para intervenções que buscam promover funcionalidade, consciência corporal e bem-estar, que influenciam substancialmente na estabilidade postural e na qualidade de vida de pacientes com DP.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - EDNA ARAGAO FARIAS CANDIDO
Externo à Instituição - ELAINE LEONEZI GUIMARÃES
Presidente - 1656787 - JOSIMARI MELO DE SANTANA
Externo ao Programa - 2034694 - KARINA LAURENTI SATO
Interno - 2225863 - MURILO MARCHIORO

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