UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 29 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: ADRIANA DE JESUS SANTOS
09/04/2014 14:52


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ADRIANA DE JESUS SANTOS
DATA: 29/04/2014
HORA: 14:00
LOCAL: A definir
TÍTULO: “NANOCOMPÓSITOS CONTENDO ÓLEO ESSENCIAL DE Syzygium aromaticum: OBTENÇÃO, CARACTERIZAÇÃO E ATIVIDADE LARVICIDA CONTRA O Aedes aegypti
PALAVRAS-CHAVES: dengue, óleos essenciais, nanocompósitos.
PÁGINAS: 75
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

Os óleos essenciais são recursos renováveis que apresentam atividades biológicas, entre elas, a atividade larvicida contra o Aedes aegypti. Estes óleos tem despertado interesse como alternativa ao controle das larvas do Ae. aegypti devido à resistência que o vetor vem apresentando aos larvicidas convencionais. O uso direto destes óleos apresenta limitação quanto à solubilidade em meio aquoso, assim a incorporação em nanocompósitos cerâmico-polímero tem despertado interesse, uma vez que estes sistemas podem promover o aumento da solubilidade dos óleos em meio aquoso. Logo, o presente trabalho teve como objetivo obter e caracterizar nanocompósitos contendo o óleo essencial de Syzygium aromaticum (OESA) para o controle larvicida do Ae. aegipty. Os nanocompósitos (argila/polímero) foram obtidos pelo método de intercalação em solução hidroalcóolica, variando as proporções entre argila e polímero, e caracterizados por técnicas de Difração de Raios X (DRX), Análise termogravimétrica (TG/DTA), Determinação de umidade pelo método de Karl Fischer, Calorimetria Exploratória Diferencial (DSC), Espectrofotometria de absorção na região do Infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR). A atividade larvicida foi avaliada a partir da determinação da concentração letal média (CL50) contra as

larvas do Ae. aegypti. Os resultados das análises de DRX mostraram um aumento do espaçamento basal da argila de 13,61 Å para 25,20 Å após a formação do nanocompósito, caracterizando, assim, intercalação argila/polímero. Já com a incorporação do óleo ao nanocompósito não houve diferença significativa nos valores do espaçamento basal. As curvas de TG/DTA revelaram deslocamento do intervalo de degradação térmica para faixas de temperaturas mais elevadas, indicando ganho de estabilidade térmica para o óleo. A determinação de umidade pelo método de Karl-Fischer foi utilizada para corroborar estes resultados. As curvas DSC sugerem formação do nanocompósito. Foi possível observar nos espectros de FTIR o desparecimento e o deslocamento de algumas bandas características do OESA em 3075 cm-1, 2944 cm1 e 1751 cm-1, sugerindo a incorporação do OESA aos nanocompósitos. O OESA apresentou CL50 de 40,74 ppm enquanto o seu componente majoritário eugenol apresentou CL50 de 48,19 ppm. O nanocompósito na proporção 2:1 p/p apresentou uma CL50 de 27,4 ppm, menor que a do óleo puro o que sugere a viabilidade do sistema. O método de intercalação apresentou-se viável para a obtenção do nanocompósito e as análises comprovaram o processo de intercalação de modo que óleo estivesse incorporado nas camadas lamelares sem alterar a estrutura e assim o sistema proposto é um bom candidato ao controle químico da dengue.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2337777 - ROGERIA DE SOUZA NUNES
Externo ao Programa - 1748688 - ROGERIO MACHADO
Interno - 1337195 - SOCRATES CABRAL DE HOLANDA CAVALCANTI

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