UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 27 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARCOS ANTONIO ALMEIDA SANTOS
13/02/2014 11:50


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARCOS ANTONIO ALMEIDA SANTOS
DATA: 14/03/2014
HORA: 14:00
LOCAL: sala 26 Centro de pesquisas biomédicas
TÍTULO: Regulação Autonômica e Variabilidade de Frequência Cardíaca em Idosos mediante Eletrocardiografia Ambulatorial.
PALAVRAS-CHAVES: eletrocardiografia ambulatorial; frequência cardíaca; variabilidade de frequência cardíaca; sistema nervoso autônomo; saúde do idoso.
PÁGINAS: 165
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

Um grande obstáculo na investigação de enfermidades cardiovasculares geriátricas reside em estabelecer padrões de normalidade durante a senescência. Discute-se muito, portanto, acerca dos valores de referência nesse grupo populacional. Há escassez de pesquisas acerca dos padrões de frequência cardíaca média (FCM), variabilidade de frequência cardíaca (VFC) e regulação autonômica durante o processo de envelhecimento. O objetivo desta pesquisa é identificar padrões de distribuição de FCM e VFC no domínio do tempo (SDNN, SDANN, SDNNIDX, rMSSD e pNN50), mediante Holter ambulatorial de 24 horas, em adultos e idosos funcional e cognitivamente ativos. Avaliou-se o impacto da idade, gênero, índice de massa corporal (IMC) e três comorbidades: hipertensão arterial sistêmica (HAS), dislipidemia e diabetes mellitus não insulinodependente (DMNID). Estudo transversal, com coleta de dados prospectiva e consecutiva, e estratégia de arrolamento “all comers”. A amostra contou de 1743 indivíduos, com idade variando entre 40 e 100 anos, foi dividida em cinco grupos etários: 40 – 49; 50 – 59; 60 – 69; 70 – 79; ≥ 80 anos. Com relação aos resultados, regressão linear, modelo linear generalizado e diversas formas análises de variância foram empregados na avaliação estatística. A FCM apresentou decréscimo com a idade, alcançando significância estatística (p<0,001), mas a relevância, mensurada pelo cálculo do tamanho do efeito, foi considerada de pequena monta. A FCM de mulheres foi mais elevada em todos os estratos etários (p< 0,001). O IMC e as comorbidades não exerceram influência nos resultados de FCM. Quanto à VFC, ocorreu redução global da modulação autonômica (SDNN, SDANN e SDNNIDX) com a idade (p<0,001), principalmente em mulheres (p <0,001), e curva em U com referência ao fluxo parassimpático (rMSSD, pNN50), com decréscimo até a sexta década, e incremento em diante. DMNID e IMC exerceram influência na redução dos parâmetros de VFC (p < 0,001). Dislipidemia e HAS não apresentaram valores significativos. Em conclusão, a FCM decresce com a idade em ambos os gêneros, mas a FCM de homens é inferior à de mulheres em todas as faixas etárias. Apesar da significância estatística, tanto a redução da FCM quanto a diferença de gênero apresentaram reduzido tamanho do efeito. HAS, dislipidemia e DMNID não influenciaram significativamente nos padrões de FCM. A análise de VFC indica redução global da modulação e predomínio de fluxo simpático com a idade, principalmente em mulheres. A atividade parassimpática reduz até a sexta década, passando então a aumentar com o avanço posterior de idade (padrão em U). Além de faixa etária e gênero, ambos os fluxos foram influenciados por DMNID e IMC, mas não sofreram influência de HAS e dislipidemia. Considerando que o fluxo global diminuiu com a idade (independente do fluxo parassimpático, que apresentou um padrão em U), os achados sugerem que o fenômeno se deva a elevação progressiva do balanço autonômico a favor do simpático durante o processo de envelhecimento. A maior FCM de mulheres aliada a menores valores de fluxo global também indicam predomínio do simpático nesse gênero.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1243900 - JOSE AUGUSTO SOARES BARRETO FILHO
Interno - 2380197 - JOSELINA LUZIA MENEZES OLIVEIRA
Interno - 1695058 - MARCO ANTONIO PRADO NUNES

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