UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: KILDANE MARIA ALMEIDA GUEDES
31/01/2014 17:23


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: KILDANE MARIA ALMEIDA GUEDES
DATA: 12/02/2014
HORA: 15:00
LOCAL: Sala de aula Centro de Pesquisas Biomédicas
TÍTULO: ASSOCIAÇÃO ENTRE NASCIMENTO PREMATURO E ALTERAÇÕES DO SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO AOS 5 ANOS DE IDADE
PALAVRAS-CHAVES: hipoplasia do esmalte; dentição decídua; prematuridade; palato; má oclusão.
PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

Associação entre nascimento prematuro e alterações do sistema estomatognático aos cinco anos, Kíldane Maria Almeida Guedes, Aracaju, 2013.

Grande desafio da saúde pública no Brasil, a prematuridade, ocorre numa incidência entre 6 a 11 % dos nascimentos, associados a fatores como: genéticos, relacionados a condições maternas (problemas obstétricos, estado nutricional, infecções), e cuidados pré-natais. Adicionalmente, situações não desejáveis como alterações no esmalte dentário e do desenvolvimento da estrutura esquelética, também podem estar associados à prematuridade, o que não está totalmente estabelecido na literatura. Este estudo teve como objetivo avaliar a associação do nascer prematuro com alterações no sistema estomatognático aos cinco anos de idade em uma coorte de nascidos vivos de 2005, em Aracaju/SE. Estimou-se a prevalência de alterações do desenvolvimento do sistema estomatognático na dentição decídua de 413 pré-escolares aos cinco anos de idade. Foram avaliadas as alterações de crianças nascidas prematuras (n=32) comparadas com as nascidas a termo (n=381). Foram realizados exames clínicos e obtido questionário com informações sóciodemográficas e de saúde das mães e das crianças. Idade gestacional, peso ao nascimento, perímetro cefálico, Apgar e ventilação mecânica, coletados de registros do prontuário médico ao nascimento. A variável explanatória foi prematuridade (< 37 semanas de idade gestacional), fatores de confusão como: escolaridade da mãe, etilismo, saúde da mãe durante a gravidez e da criança ao nascer, foram controlados. Foi encontrada prevalência de 7,74% de prematuros. Destes, 40,6% apresentavam atresia de palato, 56,2% má oclusão e 21,8% hipoplasia do esmalte e tinham um Índice de ataque de cárie de 3,03. Quarenta (9,68%) das crianças não foram amamentadas no seio, e 26 (65,0%) apresentaram algum tipo de má oclusão, demonstrando associação entre a ausência de amamentação no seio e alteração no desenvolvimento do sistema estomatognático. Foi evidenciado que 5,08% das crianças tinham perímetro cefálico fora dos limites da normalidade. Alteração do perímetro cefálico e ventilação mecânica ao nascer tem associação significativa entre os grupos de nascidos pretermo e a termo, as crianças nascidas prematuras tinham uma chance cinco vezes maior de apresentar alteração do perímetro cefálico e três vezes de necessitar de ventilação mecânica ao nascer com AOR 5,93 (95%CI: 1.86,18, 32) e AOR 3,53 (95% CI: 1,06,11,14) respectivamente. Conclui-se que: Alterações do perímetro cefálico, em especial no grupo de prematuros apresentaram relação efetiva sobre a má oclusão dentária. Ventilação mecânica ao nascer contribuiu diretamente para um maior risco de alterações do desenvolvimento do sistema estomatognático em prematuros, principalmente a atresia do palato e má-oclusão. Crianças não amamentadas tiveram maior risco de desenvolvimento de má oclusão. Os resultados sugerem que a prematuridade, associada ou não a outros fatores de risco, influencia no desenvolvimento do sistema estomatognático e apontam para a necessidade imperativa da utilização de métodos de abordagem preventiva aos nascidos prematuros.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 577945 - ROSANA CIPOLOTTI
Externo ao Programa - 1050204 - ALZIRA MARIA D AVILA NERY GUIMARAES
Externo à Instituição - CRISTIANE COSTA DA CUNHA OLIVEIRA

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