UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 31 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: ANITA HERMINIA OLIVEIRA SOUZA
17/01/2014 08:44


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANITA HERMINIA OLIVEIRA SOUZA
DATA: 14/02/2014
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de aula Centro de Pesquisas Biomédicas
TÍTULO: DENSIDADE MINERAL ÓSSEA E CALCIFICAÇÃO DA AORTA ABDOMINAL EM IDOSOS COM DEFICIÊNCIA DO HORMÔNIO DO CRESCIMENTO
PALAVRAS-CHAVES: Deficiência Isolada de GH (DIGH), envelhecimento, osteoporose, fratura vertebral, calcificação vascular.
PÁGINAS: 80
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

O eixo do hormônio de crescimento (GH) / fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1(IGF-I) tem papel essencial na regulação do status ósseo e vascular. O decréscimo da secreção de GH relacionado com o aumento da idade (''somatopausa'') pode contribuir para a osteoporose e aterosclerose, normalmente observada nos idosos. A deficiência de GH de início na idade adulta (DGHA) tem sido associada com a redução da densidade mineral óssea (DMO), com o aumento do risco de fraturas, e aterosclerose prematura. Em Itabaianinha, Sergipe no nordeste brasileiro, inúmeras pesquisas estão sendo desenvolvidas sobre as conseqüências vitalícias do déficit de GH. Nesta região, demonstramos em indivíduos adultos jovens com a deficiência isolada de GH (DIGH), por mutação homozigótica c.57 +1 G>A no gene do receptor do hormônio liberador do GH (GHRHR), que a densidade mineral óssea (DMO) volumétrica (DMOv) é normal, e que eles não apresentam aterosclerose prematura, apesar do perfil de risco cardiovascular adverso. Entretanto, o impacto da DIGH ao longo da vida sobre ossos e vasos sanguíneos no processo de envelhecimento é desconhecido. Conhecimentos importantes podem ser obtidos no estudo desta população longeva no entendimento do eixo GH/IGF-I na senescência, entendida como envelhecimento saudável. Foi utilizado um modelo de caso-controle, com um grupo de 10 idosos com DIGH (≥ 60 anos), homozigóticos para a mutação c.57 +1 G>A no GHRHR,comparando-os com 20 controles pareados por sexo e idade. Foram medidas a DMO areal, a DMOv da coluna torácica, lombar e quadril total, pela absorciometria de raios X de dupla energia (DXA). As fraturas vertebrais foram analisadas pela morfometria vertebral (VFA) utilizando seis pontos do corpo vertebral e classificadas em graus de severidade, e as calcificações da aorta abdominal expressas em escore de cálcio, indicando o fator de risco cardiovascular. A DMO areal foi menor na DIGH, mas a DMOv foi similar nos dois grupos. O percentual de indivíduos fraturados foi similar, o número de fraturas por indivíduos foi menor na DIGH do que no grupo controle, e o escore de cálcio foi igual nos dois grupos. Observamos uma correlação positiva entre o escore de cálcio e o número de fraturas. Na DIGH genética não tratada e vitalícia, o déficit de GH apresenta, no processo do envelhecimento, consequências benéficas para o status ósseo e não tem efeito deletério sobre as calcificações da aorta abdominal. Em resumo, o envelhecimento dos indivíduos com DIGH parece mais saudável que o dos controles, pelo menos nos aspectos ósseo e vascular.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1933157 - CARLA RAQUEL OLIVEIRA SIMOES
Externo ao Programa - 3204497 - FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA
Interno - 2380197 - JOSELINA LUZIA MENEZES OLIVEIRA
Externo à Instituição - JOSÉ ANTUNES RODRIGUES
Presidente - 426411 - MANUEL HERMINIO DE AGUIAR OLIVEIRA

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