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Banca de QUALIFICAÇÃO: SINDIANY SUELEN CADUDA DOS SANTOS
10/01/2014 17:25


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SINDIANY SUELEN CADUDA DOS SANTOS
DATA: 13/02/2014
HORA: 08:30
LOCAL: Sala 02 do PRODEMA
TÍTULO: MODELAGEM DE NICHO E ESTUDOS MORFOMÉTRICOS DAS POPULAÇÕES FLORÍSTICAS DOS MANGUES NO LITORAL SUL DE SERGIPE
PALAVRAS-CHAVES: Modelagem de nicho. Morfometria geométrica. Mangues. Fitogeografia Aplicada
PÁGINAS: 120
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

A pesquisa doutoral objetiva investigar o potencial distributivo da flora nativa de manguezais do sul sergipano na escala de tempo: passado (6.000 AP) – presente (2013) – futuro (2020), a partir das flutuações climáticas decorridas nesses períodos, bem como a existência de padrões de variação e de plasticidade fenotípica na forma e tamanho das folhas de mangues mediante análises morfogeométricas e de assimetria flutuante. Para alcance deste, serão cumpridos os objetivos específicos, a saber: verificar a distribuição potencial da flora nativa de manguezais, constituída por cinco espécies em Sergipe, há 6.000 anos A.P; nos anos de 2013 e 2020 a partir da modelagem de distribuição de espécies usando o algoritmo MAXENT, e se as mudanças climáticas constituem fator de forte influência na redução dos manguezais do sul sergipano; analisar as variações de forma e tamanho das folhas das populações de mangues nos estuários inferior, médio e superior do rio Piauí, sul sergipano, a fim de examinar se existem padrões de variação na forma e tamanho das folhas ao longo do estuário; e verificar a plasticidade fenotípica no tamanho e forma das folhas de mangues a partir de análises da assimetria flutuante, verificando a influência de fatores abióticos e antropogênicos que possam ter relação com o aumento de desvios na simetria bilateral do caractere morfológico investigado. O universo da pesquisa corresponde ao estuário do rio Piauí, entre os municípios de Estância e Santa Luzia do Itanhy, sul sergipano, Brasil. Quanto à área de investigação científica, foram escolhidos ao longo do estuário do rio Piauí três sítios de pesquisa: estuário superior, estuário médio e estuário inferior, que se diferenciam a partir da distância em relação a foz do rio. Para desenvolvimento do primeiro objetivo específico foram coletados registros de ocorrência das espécies, disponíveis na base de dados speciesLink: Rizophora mangle L (360 pontos); Avicennia germinans L (143 pontos); Conocorpus erectus L (159 pontos); Laguncularia racemosa (L.) Gaertn (357 pontos) e Avicennia schaueriana Stapf. & Leech. (219 pontos), bem como variáveis climáticas disponibilizadas na base de dados do projeto Worlclim. O Maxent foi o software utilizado para construção dos mapas,o minimum training presence threshold e ferramentas de Sistema de Informação Geográfica foram utilizadas para fazer as interpolações. Em relação ao presente, a projeção para 6ka indicou uma distribuição mais ampla para todas as espécies, o que pode ser justificado pelo fato da temperatura ser fator determinante na distribuição e manutenção da flora desse ecossistema. Já para 2020, o modelo teve sua distribuição potencial com maior ampliação, em comparação ao presente e ao passado, indicando mais uma vez, a temperatura como variável determinante nesse processo de redução e ampliação de áreas de mangues. Salienta-se que, a projeção de modelos para o futuro baseia-se na expectativa de que a temperatura será de aproximadamente 2ºC mais alta do que atualmente. Se por um lado essa estimativa é negativa, por outro, a geração desses modelos de nicho predizem uma condição de existência e ampliação de mangues mesmo submetidos às mudanças climáticas. Todavia, os mangues têm sofrido redução contínua em decorrência de ações antropogênicas e as transformações ambientais desordenadas podem comprometer até mesmo a existência desses ambientes fundamentais para a humanidade. Logo, ferramentas de modelagem de nicho são importantes para análises e inferências relacionadas à vulnerabilidade ambiental dos ecossistemas. O próximo passo será investigar os objetivos específicos relacionados à morfogeometria das folhas das populações de mangues, a fim de observar a influência de outras variáveis ambientais determinantes do zoneamento de mangues. As análises de morfometria geométrica e de assimetria flutuante das espécies de mangues são importantes na medida em que fornecerão informações acerca da relação entre as variações da forma e tamanho das folhas com os aspectos decisivos para o zoneamento da flora nativa, sejam eles abióticos e ou antropogênicos. Para analisar a forma e tamanho das folhas, serão coletadas folhas de indivíduos com altura igual ou superior a 3m. De cada população serão amostradas trinta folhas, sendo que serão retiradas duas folhas de cada árvore. Logo, serão coletadas 120 folhas em cada estuário, 30 de cada população de mangue. Cada folha será fixada a uma placa horizontal sobre um fundo branco, ocupando a posição central e tendo uma escala ao lado. Em seguida as folhas serão fotografadas com uma câmera FinepixS4000. Os marcos anatômicos serão definidos, bem como o número de marcações, a partir da observação na morfologia externa da folha, de cada espécie, das características que precisamente distinguem as espécies umas das outras, bem como diferenciam os indivíduos em cada população e caracterizam indícios de modificações decorrentes da influência de fatores abióticos atuantes sobre os mangues ao longo do estuário. Isso é importante para que se possa avaliar se as diferenças populacionais são maiores do que as diferenças entre árvores de uma mesma população e se estas são maiores do que aquelas entre as folhas da mesma planta. Os marcos representantes da forma da folha serão analisados utilizando o software MorphoJ. Neste, será realizada a análise de Procrustes que permite separar os componentes tamanho e forma do componente variação da forma para posteriores análises estatísticas. A fim de verificar a plasticidade fenotípica da forma e tamanho das folhas será preciso fazer as medições de ambos os lados dos indivíduos, marcando novamente os pontos anatômicos, com o propósito de mensurar a estabilidade do desenvolvimento. Para analisar a assimetria do tamanho das folhas será utilizada a ANOVA de Procrustes, em que o tamanho do centroide será considerado variável independente, os lados da folha serão considerados efeito fixo e os indivíduos efeitos aleatórios. Como nesse caso apenas a variável tamanho da folha está sendo avaliada, então será utilizada a ANOVA. Para análise da assimetria da forma das populações, será utilizado o procedimento similar ao estudo da assimetria para o tamanho do centroide. O indivíduo consistirá em variação individual da forma e o efeito do lado corresponderá à assimetria. As análises da modelagem que ainda serão aprimoradas têm sido capazes de mostrar como a influência das mudanças climáticas podem interferir na distribuição das espécies, por outro lado, considerando que outros fatores abióticos e locais determinam a estrutura da população de mangues no litoral sul de Sergipe, por meio das investigações morfogeométricas conseguir-se-á ver de que maneira os padrões de variação da forma e tamanho das folhas estão relacionados com os fatores determinantes de zoneamento de mangues no estuário do rio Piauí. Será possível ainda, por meio das análises multivariadas, verificar em locais onde a interferência antrópica é presente se existem padrões de forma de folhas consideravelmente diferentes daqueles onde existem mangues mais distantes das áreas de interferência humana. A partir dos resultados que serão obtidos, pretende-se com esta pesquisa formular propostas ligadas a conservação dos mangues do sul sergipano, que ainda possui áreas protegidas, mas aos poucos vem sofrendo com a influência da presença humana em algumas das áreas por onde passa o rio Piauí.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 279481 - ROSEMERI MELO E SOUZA
Interno - 2178474 - ROBERTO RODRIGUES DE SOUZA
Externo à Instituição - CLÁUDIA CÂMARA DO VALE
Externo à Instituição - MARIO ANDRE TRINDADE DANTAS
Externo à Instituição - MARTA CRISTINA VIEIRA FARIAS

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