UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: ADRIANA GIBARA GUIMARAES
19/12/2013 11:44


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ADRIANA GIBARA GUIMARAES
DATA: 15/01/2014
HORA: 08:30
LOCAL: sala de aula Centro de Pesquisas Biomédicas
TÍTULO: Efeito do complexo de inclusão de β-ciclodextrina contendo carvacrol sobre a nocicepção induzida por células tumorais (S180) em roedores
PALAVRAS-CHAVES: Monoterpenos; Carvacrol; β-ciclodextrina; dor oncológica; biotecnologia.
PÁGINAS: 90
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

Ao longo da história da humanidade os produtos naturais tem exercido um papel fundamental para o tratamento da dor e diversas doenças. Com o avanço da ciência e tecnologia os produtos naturais tem ocupado um cenário de relevância no setor de pesquisa e desenvolvimento de empresas farmacêuticas e contribui para o desenvolvimento biotecnológico de novos fármacos. Dentro da grande diversidade de metabólitos secundários encontrados nas plantas medicinais está o carvacrol (CARV), um monoterpeno fenólico. Este composto volátil está presente em óleos essenciais de espécies vegetais pertencentes à família Labiateae, como Origanum vulgare e Thymus vulgaris, nas quais ele é um dos responsáveis pelos diversos efeitos farmacológicos. Estudos anteriores demonstraram que o CARV possui efeito antinociceptivo e anti-inflamatório em modelos de nocicepção e inflamação aguda. Diante da grande necessidade de opções terapêuticas mais seguras e efetivas para o tratamento de dores crônicas, como a associada ao câncer, este trabalho buscou avaliar o efeito do CARV livre e incorporado em complexo de inclusão de β-ciclodextrina (βCD) sobre a nocicepção oncológica em animais de experimentação. O tumor foi induzido através da administração intraplantar (25 μL) de 106 células do sarcoma 180 em camundongos Swiss machos, os quais foram tratados com CARV, βCD-CARV ou morfina. Estes animais fora avaliados quanto à hipernocicepção mecânica (Von Frey digital), nocicepção espontânea e sua influência no uso da pata, nocicepção induzida por palpação, volume da pata. As regiões encefálicas e medulares envolvidas na via da dor foram avaliadas através de técnicas de imunofluorescência para proteína Fos. Os dados obtidos foram analisados estatisticamente através da análise de variância ANOVA seguida do teste de Dunnet. Os protocolos experimentais foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Animal da UFS (CEPA: 71/10). O carvacrol (50 mg/kg), na forma livre, foi capaz de diminuir de maneira estatisticamente significativa as respostas nociceptivas avaliadas. Através da imunofluorescência, observou-se uma diminuição significativa no número de neurônios Fos positivos na lâmina I da medula lombar, além da ativação de núcleos cerebrais envolvidos na via descendente inibitória da dor, como a substância cinzenta periaquedutal, núcleo magno da rafe, locus ceruleus. O tratamento dos animais com o complexo βCD-CARV foi capaz de promover a redução da nocicepção em todas as doses (12,5 – 50 mg/kg) e este efeito foi mantido até 24 horas após o tratamento dos animais. Os resultados obtidos mostram que o CARV possui atividade antinociceptiva frente à nocicepção induzida por células tumorais, através da atuação em centros encefálicos de relevância para o controle das repostas álgicas. Além disso, o emprego de complexos de inclusão contendo o carvacrol foi capaz de potencializar o efeito analgésico deste monoterpeno, além de promover maior estabilidade e melhor solubilidade. Estes resultados demonstram que o carvacrol pode ser um candidato de interesse para o manejo da dor oncológica.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1698148 - ENILTON APARECIDO CAMARGO
Interno - 2030649 - MAIRIM RUSSO SERAFINI

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