UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


Notícias

Banca de QUALIFICAÇÃO: ANA PAULA DE LIMA FERREIRA
05/12/2013 09:12


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA PAULA DE LIMA FERREIRA
DATA: 20/12/2013
HORA: 09:30
LOCAL: sala 27 Centro de Pesquisas Biomédicas
TÍTULO: Efeito Imediato da Eletroanalgesia Transcutânea sobre a Percepção Álgica, Atividade Eletromiográfica e Fadiga Muscular em Sujeitos com Disfunção Temporomandibular.
PALAVRAS-CHAVES: Síndrome da Disfunção Temporomandibular, TENS, dor, EMG.
PÁGINAS: 70
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Odontologia
RESUMO:

Introdução: Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation (TENS) é uma terapia bastante recomendada como estratégia no controle da dor musculoesqulética incluindo a disfunção temporomandibular (DTM) muscular. Contudo, em pacientes com DTM crônica, os efeitos imediatos desse recurso permanecem inconclusivos. Também ainda existem lacunas sobre a influência da TENS sobre o tônus de músculos mastigatórios. Objetivo: Analisar as respostas imediatas da TENS sobre a intensidade da dor, limiar de dor à pressão, atividade eletromiográfica e fadiga muscular em sujeitos com diagnóstico de DTM muscular. Casuística e Métodos: Foram selecionados 40 sujeitos na faixa etária de 18 a 35 anos com sinais e sintomas de DTM muscular. O diagnóstico de DTM foi realizado seguindo-se os critérios do Research Diagnostic Criteria (RDC) e os voluntários foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos: (1) TENS placebo (n=20) e (2) TENS ativo (n=20). Foi realizada aplicação única da TENS bilateralmente nos músculos masseteres e temporais anteriores (Dp=90 µs, tempo=50 minutos, sendo os primeiros 25 minutos com Frequência de 100 Hz e os últimos 25 min com Frequência de 4 HZ, intensidade alta porém sem possibilitar contração muscular). Para o grupo TENS placebo foram utilizados os mesmos parâmetros porém com estímulo direcionado ao voluntário apenas nos primeiros 40 segundos, o qual posteriormente foi desviado para a resistência interna de um circuito placebo. A qualidade do sono foi avaliada através do Pittsburg Sleep Quality Index (PSQI) e a catastrofização pela Escala de Pensamentos Catastróficos sobre a Dor (EPCD). Antes, imediatamente após e 48 horas depois da aplicação da TENS, foram avaliados: escala visual analógica da dor (EVA), limiar de dor à pressão (LDP) de músculos mastigatórios e cervicais, bem como atividade eletromiográfica (EMG) de repouso, contração voluntária máxima e mastigação habitual. A avaliação da fadiga foi feita de forma indireta através de parâmetros do software do EMG. As variáveis foram avaliadas quanto à normalidade através do teste de Kolmogorov Smirnov. Para comparar os resultados intragrupo (antes, imediatamente após e 48 horas depois da aplicação da TENS) e intergrupos quanto às variáveis EVA, LDP, EMG e fadiga muscular foi utilizado ANOVA Two Way, seguida pelo post hoc de Tukey. O teste de Correlação Linear de Pearson foi utilizado para avaliar a interação entre as variáveis. Resultados: Houve redução da intensidade da dor e aumento do limiar de dor à pressão apenas no grupo TENS ativo, imediatamente e após 48 horas do tratamento. A atividade eletromiográfica demonstrou comportamento heterogêneo para o grupo TENS placebo enquanto que no grupo TENS ativo houve respostas mais uniformes em relação à redução da EMG durante o repouso, aumento durante a contração voluntária máxima (apertamento) e mastigação habitual. Para a maioria dos músculos analisados esses resultados se perpetuaram após 48 horas da terapia. Apenas o grupo TENS ativo demonstrou maior resistência a fadiga, sendo observado retardo no tempo de declínio da força e maior pico de intensidade do sinal eletromiográfico imediatamente após a terapia. Fatores emocionais desfavoráveis como depressão, catastrofização e outras condições psicossociais não apresentaram interação com a intensidade da dor e limiar de dor à pressão. Houve interação entre má qualidade do sono e piores níveis de EVA imediatamente após a TENS e LDP no grupo TENS ativo. Conclusão: TENS ativo foi superior ao TENS placebo na hipoalgesia identificada pela redução da intensidade da dor e aumento do limiar de dor à pressão. A função mastigatória foi mais eficiente no grupo TENS ativo visto que houve redução da atividade mioelétrica de repouso, aumento da força de contração voluntária máxima dos músculos mastigatórios e durante mastigação habitual. Além disso, a forma ativa da TENS contribuiu para que os músculos faciais alcançassem maiores amplitudes de sinal eletromiográfico e perdurassem por mais tempo em contração antes da ocorrência da fadiga muscular. Houve interação da má qualidade do sono com aumento da intensidade da dor e redução do limiar de dor à pressão no grupo TENS ativo.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1213791 - LUIZ CARLOS FERREIRA DA SILVA
Externo ao Programa - 2864087 - JADER PEREIRA DE FARIAS NETO
Externo à Instituição - PAULO AUTRAN LEITE LIMA

SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação/UFS | Telefonista/UFS (79)3194-6600 | Copyright © 2009-2020 - UFRN v3.5.16 -r12712-85cc87cea5