UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 22 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: PAULO RICARDO SAQUETE MARTINS FILHO
03/12/2013 11:26


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PAULO RICARDO SAQUETE MARTINS FILHO
DATA: 17/12/2013
HORA: 08:00
LOCAL: sala 27 Centro de Pesquisas Biomédicas
TÍTULO: TRANSPLANTE RENAL E RISCO DE CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO: REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE
PALAVRAS-CHAVES: transplante renal; neoplasmas; câncer de cabeça e pescoço; câncer de lábio; câncer oral; meta-análise.
PÁGINAS: 102
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Odontologia
RESUMO:

Introdução: O transplante renal é considerado o tratamento de escolha para a doença renal terminal, porém um aumento do risco de câncer pós-transplante tem sido reconhecido como uma complicação da imunossupressão em longo prazo. Malignidades pós-transplante são uma importante causa de morbidade e mortalidade em recipientes renais. Foi realizada uma revisão sistemática e meta-análise para determinar o risco de câncer de cabeça e pescoço após transplante renal.

Método: Uma busca sistemática foi realizada nas bases de dados PUBMED, EMBASE, SCOPUS e LILACS para identificar estudos de coorte que estimaram o risco de câncer de cabeça e pescoço após transplante renal. A avaliação da validade dos estudos selecionados foi realizada através da iniciativa STROBE e da Newcastle-Ottawa Scale (NOS) para estudos de coorte. Somente estudos com NOS ≥ 6 foram incluídos na meta-análise. Os riscos relativos (RR) combinados foram calculados através do método de Mantel-Haenszel ou de DerSimonian-Laird, a depender da presença de heterogeneidade estatística. Para detectar viés de publicação, foram utilizados o teste de Egger, a análise de Duval e Tweedie e análise de sensibilidade “leave-one-out”.

Resultados: Um total de 9 estudos de coorte de alta qualidade foram incluídos na meta-análise. O RR combinado do câncer de cabeça e pescoço após transplante renal foi de 8·2 (IC 95%4·0-16·6, p<0·0001). Um significante aumento do risco de câncer foi observado no lábio (RR = 43·6, IC 95% 24·2-78·4, p<0·0001). O RR combinado para o câncer de cavidade oral/faringe e glândulas salivares foi 3.5 (IC 95% 2·5-5·0, p<0·0001) e 5·6 (IC 95% 1·3-24·0, p = 0·020), respectivamente. Não houve evidência de viés de publicação.

Conclusão: Há um aumento no risco de câncer de cabeça e pescoço após transplante renal. A região de cabeça e pescoço deve ser examinada rotineiramente durante a vigilância pós-transplante. Estudos adicionais são necessários para definir o papel da imunossupressão e potenciais fatores de risco para o câncer de cabeça e pescoço em recipientes renais.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ARNALDO DE FRANÇA CALDAS JUNIOR
Externo à Instituição - CARLOS ANSELMO LIMA
Interno - 1243900 - JOSE AUGUSTO SOARES BARRETO FILHO
Presidente - 1213791 - LUIZ CARLOS FERREIRA DA SILVA
Interno - 1695058 - MARCO ANTONIO PRADO NUNES

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