UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: LAVINIA TEIXEIRA DE AGUIAR MACHADO
13/11/2013 08:30


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LAVINIA TEIXEIRA DE AGUIAR MACHADO
DATA: 29/11/2013
HORA: 09:00
LOCAL: sala 27 Centro de Pesquisas Biomédicas
TÍTULO: Método Feldenkrais na Estabilidade Postural e Equilíbrio de Idosos com Doença de Parkinson.
PALAVRAS-CHAVES: doença de Parkinson; equilíbrio postural; acidentes por quedas; modalidades de fisioterapia; qualidade de vida.
PÁGINAS: 143
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fisioterapia e Terapia Ocupacional
RESUMO:

Contextualização: A longevidade proporciona modificações nos padrões de saúde,
com aumento da prevalência das doenças crônicas. A doença de Parkinson (DP),
descrita como uma doença neurodegenerativa progressiva relacionada à idade. A DP é
caracterizada por distúrbio do neurotransmissor dopamina. Como consequência, a
neurodegeneração gera disfunções motoras nos pacientes parkinsonianos, como
tremor de repouso, acinesia, bradicinesia, rigidez e instabilidade postural, além de
sintomas não motores, como depressão, demência, dor.
Objetivos: O estudo teve como objetivo geral investigar o efeito de um programa de
exercícios baseados no Método Feldenkrais no aprimoramento da estabilidade
postural e equilíbrio de idosos com doença de Parkinson. E teve como objetivos
específicos: (1) Comparar pacientes com doença de Parkinson e saudáveis quanto aos
seguintes parâmetros: estabilidade postural e equilíbrio em pé e durante a marcha
mediante testes funcionais; oscilação postural anteroposterior e latero-lateral e área de
influência de centro de pressão corporal, com e sem informação visual. (2) Investigar
os efeitos de exercícios baseados no Método Feldenkrais nas seguintes variáveis de
pacientes parkinsonianos: funcionalidade motora; influência da oscilação corporal
estática; estabilidade postural e equilíbrio em pé e durante a marcha; qualidade de
vida; nível de depressão e estado mental.
Métodos: O estudo piloto foi realizado com 34 participantes divididos em dois
grupos: grupo Parkinson, composto por 17 pacientes com doença de Parkinson
idiopática, e grupo Controle, composto por 17 participantes hígidos, sem alterações
musculoesqueléticas. Equilíbrio e estabilidade postural foram avaliados nos dois
grupos usando os seguintes testes funcionais: figura 8, timed up and go,
sentar/levantar, rolamento, 360 graus, alcance e escala de equilíbrio de Berg; e
avaliação estabilométrica sobre uma plataforma de força, para as seguintes análises,
com os olhos abertos e fechados: centro de pressão da área de oscilação corporal
(COP), oscilação anteroposterior (COPy) e oscilação laterolateral (COPx). O ensaio
clínico foi composto por pacientes com doença de Parkinson idiopática, divididos em
dois grupos: Feldenkrais (n=15) e Controle (n=15). O grupo Feldenkrais recebeu 50
sessões de um programa de exercícios baseados no método Feldenkrais. O grupo
controle recebeu palestras educativas durante o mesmo período. Unified Parkinson’s
Disease Rate Scale (UPDRS – sessão III), mini exame do estado mental (Mini-mental
State Evaluation-MMSE), escala Hoehn&Yahr, testes funcionais (figura 8, timed up
and go, rolamento, 360 graus, alcance, sentar/levantar, escala de equilíbrio de Berg,
força de flexão do quadril), avaliação posturográfica, de olhhos abertos e fechados
(centro de pressão da área de oscilação corporal (COP), oscilação anteroposterior
(COPy) e oscilação laterolateral (COPx)), questionário de qualidade de vida do
paciente com doença de Parkinson (PDQL – Parkinson’s Disease Quality of Life) e o
índice de depressão de Beck foram aplicados antes e após as 50 sessões, nos dois
grupos. Os procedimentos referentes às avaliações e às sessões dos exercícios de
Feldenkrais foram aplicados em sala apropriada, no Hospital Universitário da
Universidade Federal de Sergipe, duas vezes por semana, em dias alternados, com
duração de 60 minutos.
Resultados: No estudo piloto, a média de idade nos grupos Parkinson e controle,
respectivamente, foram: 64,11±10,70 e 60,47±8,53 (p=0,42), peso no grupo
Parkinson, em kg, foi de 65,54±2,79, e no controle, 68,67±3,20 (p=0,47), altura, em
metros, Parkinson, 1,57±0,01, controle, 1,59±0,01 (p=0,31), índice de massa
corpórea, em kg/m2, Parkinson, 26,54±1,00, controle, 26,96±1,30 (p=0,79). O grupo
controle obteve melhores resultados na execução dos testes funcionais: figura 8
(p=0,0003), timed up and go (0,0001), rolamento (p=0,0002), alcance (p=0,02), escala
de equilíbrio de Berg (p=0,0001). Na avaliação da oscilação corporal, os pacientes
com doença de Parkinson apresentaram maior oscilação quando comparados com os
controles hígidos (p≤0,05). No ensaio clínico randomizado, 30 participantes foram
divididos em dois grupos: Feldenkrais (n=15) e controle (n=15). A idade no grupo
Feldenkrais foi de 60,70±2,55 anos, e no grupo controle, 61,00±2,70 anos (p=0,91),
peso, em kg, no grupo Feldenkrais, 64,60±2,61, controle, 63,81±2,64 (p=0,81), altura,
em centímetros, Feldenkrais, 158,24±0,17, controle, 159,81±0,19 (p=0,63), índice de
massa corpórea, Feldenkrais, 25,69±0,81, controle, 25,06±1,10 (p=0,63), UPDRS,
sessão III, Feldenkrais, 17,44±2,16, controle, 17,12±1,20 (p=0,91), MMSE,
Feldenkrais, 24,83±0,69, controle, 25,06±0,52 (p=0,88), inventario de depressão de
Beck, Feldenkrais, 13,55±1,88, controle, 13,62±1,37 (p=0,79). O grupo que recebeu
os exercícios baseados no método Feldenkrais, após as 50 sessões, apresentou
melhores resultados nos seguintes testes funcionais: figura 8 (p=0,001), timed up and
go (p=0,003), sentar/levantar (p=0,0002), 360 graus (p=0,001), rolamento (p=0,0001),
força de flexão do quadril (p=0,05), e quando comparado com o grupo controle, após
as 50 sessões: figura 8 (p=0,001), Timed Up and Go (p=0,0006), sentar/levantar
(p=0,04), 360 graus (p=0,05), rolamento (p=0,001), força de flexão do quadril
(p=0,002). O grupo controle apresentou piores resultados, após o period das 50
sessões, nos seguintes testes funcionais: sentar/levantar (p=0,02), 360 graus (p=0,01)
e rolamento (p=0,01). Os resultados da escala de equilíbrio de Berg demonstraram
melhores resultados no grupo Feldenkrais após o period de tratamento (p=0,004), e
quando comparado com o grupo controle (p=0,01). Em relação à oscilação corporal, o
grupo Feldenkrais, após as 50 sessões, reduziu as seguintes oscilações: COP (p=0,01),
COPy (p=0,03) com os olhos abertos, e COP (p=0,01), COPx (p=0,02), and COPy
(p=0,03) com os olhos fechados, e quando comparados com o grupo controle, o grupo
Feldenkrais reduziu os seguintes parâmetros: COP (p=0,0009), COPx (p=0,0009),
COPy (p=0,003) com os olhos abertos, e COP (p=0,001) e COPx (p=0,002), com os
olhos fechados. O grupo controle, após o período das 50 sessões, aumentou os valores
de COPx (p=0,002). Em relação à qualidade de vida, o grupo Feldenkrais, após as 50
sessões, demonstrou melhores escores quando comparado ao grupo controle
(p=0,004), assim como a redução dos níveis de depressão (p=0,05).
Conclusões: Os resultados deste estudo confirmam que o equilíbrio debilitado e a
perda da mobilidade são uma das principais consequências da doença de Parkinson.
Os dados podem esclarecer a maior probabilidade de desequilíbrios e quedas nestes
pacientes, e provavelmente, a informação visual interfere na oscilação corporal de
parkinsonianos. Programa de exercícios baseados no método Feldenkrais pode ser
fundamental para intervenções que buscam promover funcionalidade, consciência
corporal e bem-estar, que influenciam substancialmente na estabilidade postural e na
qualidade de vida de pacientes com doença de Parkinson.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2034694 - KARINA LAURENTI SATO
Interno - 2225863 - MURILO MARCHIORO
Externo ao Programa - 1963336 - SHEILA SCHNEIBERG VALENCA DIAS

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