UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: PATRICIA FARIAS SA ESPINHEIRA
17/09/2013 10:56


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PATRICIA FARIAS SA ESPINHEIRA
DATA: 20/09/2013
HORA: 13:30
LOCAL: sala de aula Centro de Pesquisas Biomédicas
TÍTULO: Qualidade do Sono em Portadores de Doença Arterial Coronariana Crônica.
PALAVRAS-CHAVES: Qualidade do Sono, Qualidade de Vida, Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh, Questionário de Angina de Seattle, SF-36, Questionário de Berlim, Sonolência Diurna.
PÁGINAS: 137
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
RESUMO:

Introdução: Distúrbios do sono têm sido considerados fatores de risco para doença cardiovascular, inclusive para doença arterial coronariana. Portanto, qualidade do sono ruim deve ser queixa prevalente em portadores de doença coronariana. Entretanto, a prevalência de sono com qualidade ruim em portadores de doença arterial coronariana e a sua associação com quadro clínico, status funcional relacionado à angina e qualidade de vida não foram devidamente investigadas.

Objetivos: Avaliar a qualidade do sono e a associação entre a qualidade do sono e o status funcional, qualidade de vida, alto risco de apneia obstrutiva do sono e sonolência diurna em pacientes com doença arterial coronariana (DAC) crônica.

Métodos: Foram utilizados questionários validados para examinar a qualidade do sono (Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh; PSQI), qualidade de vida (Questionário de Qualidade de Vida SF-36; SF-36), status funcional (Questionário de Angina de Seattle; QAS), alto risco para apneia obstrutiva do sono (Questionário de Berlim; BQ) e sonolência diurna (Escala de Sonolência de Epworth; ESE), em 257 voluntários com DAC crônica, com idade média de 62,5 ± 10,5 anos. Os pacientes foram divididos em dois grupos, boa qualidade do sono e qualidade do sono ruim, de acordo com a pontuação global do PSQI, no que diz respeito aos dados demográficos, características clínicas gerais e status funcional, alto risco para apneia obstrutiva do sono e sonolência diurna. Foram investigados os fatores associados à qualidade do sono ruim e dados demográficos, características clínicas gerais, status funcional, alto risco para apneia obstrutiva do sono e sonolência diurna.

Resultados: A maioria dos pacientes com DAC crônica (75,1%) possuíram qualidade do sono ruim. Na análise univariada, qualidade do sono ruim foi associada com 4 dos 8 domínios do SF-36 e 3 de 5 domínios do SAQ. Na Análise multivariada indicou que pacientes com idade avançada (OR 1.05, 95% CI 1.02 to 1.09; p = 0.004), gênero masculino (OR 3.09, 95% CI 1.48 to 6.45; p = 0.003) e menor fração de ejeção (OR 1.04, 95% CI 1.01 to 1.06; p = 0.015) foram mais propensos à qualidade do sono ruim. Três domínios do SAQ previram qualidade do sono ruim: limitação física (OR 1.03, 95% CI 1.00 to 1.05; p = 0.020), estabilidade da angina (OR 1.02, 95% CI 1.00 to 1.04; p = 0.027) e qualidade de vida relacionada à angina (OR 1.03, 95% CI 1.01 to 1.05; p = 0.002). Para o SF-36 apenas a vitalidade (OR 1.02, 95% CI 1.00 to 1.03) previu qualidade do sono ruim.

Conclusão: Qualidade do sono ruim é altamente prevalente em pacientes com DAC crônica. Pacientes portadores de DAC crônica e pior qualidade do sono apresentam maior probabilidade de serem idosos, do gênero masculino, menor fração de ejeção, menor vitalidade, maior limitação funcional, menor estabilidade da angina e pior qualidade de vida relacionada à angina.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1243900 - JOSE AUGUSTO SOARES BARRETO FILHO
Interno - 426692 - ANTONIO CARLOS SOBRAL SOUSA
Externo ao Programa - 426461 - ROBERTO CESAR PEREIRA DO PRADO
Externo ao Programa - 2584323 - DANILO RIBEIRO GUERRA
Externo à Instituição - JOSE BARRETO NETO

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